Quilmes Rock 2012 – Grohl e sua trupe em terras hermanas.

Com exceção do post sobre a pré-estréia do DOC do Foo Fighters, ACHO que nunca escrevi um post tão pessoal como será este.
Depois de viajar durante 20h de Porto Alegre a Buenos Aires, de ÔNIBUS, finalmente, em solo argentino e pronta pro Quilmes Rock 2012. Escolhi, entre os 02 dias de show, o dia 04 para assistir. Somente por questões financeiras, óbvio. Enfim.

Um pouco antes das 16h, abriram os portões e o público começou a correr em direção ao River Plate. A fila era imensa, de quarteirões. Fãs que aguardavam desde as primeiras horas da manhã, sentados pelas calçadas.

Primeiro show era da banda local, Massacre; o segundo, Cage the Elephant, com Matt Shultz se jogando no meio do público em várias músicas. Logo em seguida, entrou Joan Jett & The Blackhearts; depois TV on the Radio e, então, os shows mais esperados por grande parte do público: Arctic Monkeys e FOO FIGHTERS.
Me limitarei a falar somente sobre Foo Fighters, neste post. Escreverei sobre os demais shows, com seus setlists, em outro post.

O Show do Arctic Monkeys teve de ser interrompido minutos antes, por causa de um temporal que se iniciava e parecia não ter fim, fazendo com que quebrasse algumas luzes do palco. Mas nem com isso o público arredou o pé do estádio. Muita gente gritando, ovacionando, pedindo pelo show da banda. Então, a chuva deu uma trégua e o show, finalmente, começou, com cerca de 40 minutos de atraso.
Assim como no Chile, a banda iniciou o show com “All My Life” e o Dave pulando e correndo de um lado ao outro do palco, uma vez que não havia a passarela para uma melhor aproximação do público com a banda.
Seguida de “Times Like These” e o show à parte, que o público já dava logo no início.
Me senti como em muitos vídeos que tinha assistido, incluindo de jogos de futebol argentino, em que eles cantam o tempo inteiro. Jamais paravam. Seja cantando as canções da banda ou fazendo seus “ole, ole”, “ow, ow”, ou o famoso “canto” argentino ‘soy argentino, és um sientimento y no puedo parar’. Por vezes, incluindo o nome da banda ou de algum integrante da mesma.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=lGjtGLhDFuU[/youtube]
(Nesse mesmo canal, há as outras 02 partes do show. ASSISTAM!)

Em “My Hero”, antes mesmo da banda começar a canção, o público puxou a letra e começou a cantar. Lindo demais! Dave ficou observando e, então, começaram a tocar.
Na sequência, “Learn to Fly”, canção clássica do álbum There Is Nothing Left To Lose, de 1999, levantou a galera. Foi uma das responsáveis por eu me apaixonar por Foo Fighters e ir em busca de mais material deles, aos meus 10/11 anos.
Em seguida, dois sons do Wasting Light, “White Limo” e “Arlandria”. Ambas incrivelmente demais. Aliás, todas do Wasting Light, tocadas nessa noite, estão ótimas.
Um dos grandes momentos do show, foi quando Dave fez a apresentação da banda.
Dave apresentou Chris Shiflett dizendo que ele era o guitarrista solo, e que apesar do Foo Fighters não ter solos em suas músicas, ele é um ótimo músico. Ao apresentar Nate Mendel, Grohl disse que o público talvez o conhecesse do The Fire Theft, banda que Nate fez parte. Na vez de apresentar Taylor Hawkins, o descreveu como a espinha dorsal da banda. E, por sua vez, Taylor disse que Dave foi o melhor músico que ele já conheceu.
Para a surpresa e sendo o maior presente da noite, Dave assumiu as baquetas em “Cold Day In The Sun”, com o Taylor no vocal. Público foi ao delírio, nesse momento.
“Stacked Actors” foi a próxima cancção e junto vieram as jams, os duelos de guitarra, a cover de “Feel Good Hit Of The Summer” do Queens Of The Stone Age e, mais uma surpresa, o guitarrista Pat Smear quebrando sua guitarra na beira do palco.
Dave fez uma introdução, por alguns minutos, antes de “These Days”, E, confessou, “These Days” ser sua canção favorita da banda. Pra mim, junto com o momento em que tocaram “Best Of You”, foi o momento MAIS EMOCIONANTE do show. Vi muita gente, assim como eu, bastante emocionada enquanto cantava.
“This Is A Call”, que seguida de “In The Flesh?” do Pink Floyd e “Best Of You” encerraram o set antes do bis. Em “Best Of You” foi um momento LINDO, EMOCIONANTE. Se tu parasse de cantar e ficasse só ouvindo o público, era algo surreal. Sendo uma das minhas músicas favoritas, de toda a discografia, não me contive e fui às lágrimas, como muitos que ali estavam.
Com o retorno da banda, vieram dois sons antigos, primeiro “Enough Space” e, em seguida, “For All The Cows”, do primeiro album da banda, de 1995. A banda teve “Dear Rosemary”, canção do último disco, Wasting Light, antes de convidar Joan Jett ao palco para uma cover de “Bad Reputation”.
Após esse som, Dave falou sobre as luzes do palco que a tempestade havia quebrado, os levando a usar as luzes do público, facilitando pra que ele enxergasse o rosto de todo mundo. Pediu desculpas por ter demorado tanto tempo, 17 anos, para ir à Argentina; dizendo não entender porque isso aconteceu, sendo que o público de lá é o melhor do mundo, segundo ele.
Pra terminar, como previsto, “Everlong”, colocando o estádio todo abaixo e fazendo o público delirar mais um pouco.

Só o que posso dizer é que foi um SONHO REALIZADO!

Setlist dia 04/Abril

‎1- All My Life
2- Times Like These
3- Rope
4- The Pretender
5- My Hero
6- Learn to Fly
7- White Limo
8- Arlandria
9- Breakout
10- Cold Day in the Sun
11- Long Road to Ruin
12- Big Me
13- Stacked Actors
14- Walk
15- Generator
16- Monkey Wrench
17- Hey, Johnny Park!
18- These Days
19- This is a Call
20- In the Flesh?
21- Best of You
Bis
22- Enough Space
23- For All the Cows
24- Dear Rosemary
25- Bad Reputation
26- Everlong

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