Hoje saiu uma matéria no Caderno Cidades do Jornal do Brasil, falando sobre o graffiti no Rio de janeiro e a importância que ele vem se tornando para a cidade, como”cenografia urbana”. A matéria completa, escrita por Caio de Menezes, pode ser visualizada na internet no site do JB http://jbonline.terra.com.br/ , mas para vizualiza-la é nescessário se cadastrar , nada demais. Estou dispondo aqui abaixo a versão do texto do site que é menor em relação a matéria completa do jornal. Confira!!!
BlendYoup!!!
RIO DE JANEIRO – Antes, havia aquelas pichações incompreensíveis, garranchos horríveis, que emporcalhavam muros, fachadas e monumentos da cidade. Mas a coisa evoluiu. O Rio de Janeiro virou uma galeria a céu aberto, com grafites e pinturas que são verdadeiras obras de arte. E se os antigas pichações eram combatidas pelas autoridades, os grafites mais elaborados encontram tolerância na sociedade carioca.
Marcelo Eco, um dos primeiros grafiteiros do Rio, e que hoje tem o grafite como principal fonte de renda, creditou a aceitação da sua arte ao crescente número destes artistas das paredes:
– Mais pessoas passaram a fazer o grafite, logo ele passou a ser mais visto. Sem falar que o grafite, em alguns casos, dá vida ao concreto, como nos viadutos. Quando bem feito, ele incrementa o que é bonito, e embeleza o que é feio.
Utilizando a alcunha “Panks”, o grafiteiro Marcelo Vitor Lemos disse que percebe a aceitação quando está nas ruas grafitando.
– Antigamente, passavam pela gente e nos chamavam de pichadores. Até mesmo os policiais quando nos abordam, para saber o que estamos fazendo, agem de maneira diferente.
Para o coordenador do Laboratório Gráfico de Comunicação Visual da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcus Domann, a aceitação do grafite tem uma explicação:
– O talento do artista contribuiu muito para a nova imagem do grafite. O grafite mostrou que é mais do que contestação, trata-se de uma nova estética urbana e altamente contemporânea. Ele tem poesia e não está mais restrito aos muros, agora também trafega na casa do indivíduo – ressaltou.
De acordo com Domann, a forma como o grafite passou a ser propagandeado também pesou na mudança de sua imagem.
– Os veículos de comunicação também têm sua parcela de responsabilidade. Eles alavancaram o grafite, lhe conferiram glamour e tiraram dele o cunho marginal – disse ele.
Já Frederico Carvalho, professor de desenho da UFRJ e doutor em arte contemporânea, apontou o acesso a informação como o divisor de águas:
– A globalização, a sociedade do espetáculo e os artistas com vontade de mostrar seus trabalhos explicam a aceitação do grafite. Hoje temos uma permeabilidade maior para tudo. As pessoas aceitam mais as diferenças. Logo, o grafite deixou de agredir – analisou.
Prova de que o grafite deixou de ser marginalizado pode ser encontrada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo a instituição, desde 2005 não são registrados casos de pessoas levadas a julgamento por piche ou grafite.
Na Zona Sul da cidade, também é possível encontrar as mesmas evidências. De acordo com Cristiana Honorato, delegada assistente da 12ª DP (Copacabana) “os grafites são permitidos desde que autorizados pelo dono do muro”. Ainda de acordo com ela, “há muito tempo não são registrados caso de pichação e grafite em Copacabana”. O mesmo foi observado em Ipanema e no Leblon.


Nem preciso falar nada…
MAndando sempre muito Tito!
Show de boa a matéria / bom trabalho / bela art !
paz ®